Alzira: do caminhão a fiscal da sinalização

Alzira Henning, da Setran, foi a primeira mulher a integrar a equipe de sinalização da cidade

Cido Marques/FCC
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A funcionária da Superintendência de Trânsito da Secretaria da Defesa Social e Trânsito, Alzira Henning, é técnica do Departamento de Engenharia da Setran e fiscaliza a sinalização horizontal (pintura) e vertical (placas) feita pelas empresas contratadas.

O contato com a rua faz parte da sua história mesmo antes de assumir o cargo, em 2010. Alzira foi instrutora de autoescola por 20 anos. Ela ingressou na Urbs (na época a empresa tinha uma diretoria de trânsito) para dirigir caminhões, atividade que ainda exercia há dois anos na Setran.

“Eu já conhecia bem a legislação de trânsito, as ruas e também dirigia carro, caminhão. Foi uma transição tranquila, continuei na rua, saí da teoria para a prática”, lembra Alzira.

Na equipe de sinalização, ela foi a primeira mulher. “Tinha gente que me parava na rua e perguntava se eu era mulher ou homem”, conta achando graça. Alzira dirigiu caminhões da linha constellation, de grande porte.

Pai cozinheiro, mãe motorista de caminhão

A estranheza de ser ela motorista de caminhão na família foi parar até na escola do filho mais velho. O menino teve que escrever uma redação sobre o trabalho dos pais e relatou que a mãe era motorista de caminhão e o pai era cozinheiro.

“Chamaram meu filho para comentar que ele poderia ter se enganado. Ele insistiu porque era isso mesmo, o pai, cozinheiro, a mãe, motorista de caminhão. Até me chamaram na escola para falar da situação e se desculpar”, conta ela.

Na sua rotina, Alzira fiscaliza de 25 a 30 projetos de sinalização por dia. São vistorias de pintura, calotas e tachões (sinalização horizontal) e placas (sinalização vertical). Diariamente são dezenas de quilômetros percorrendo a cidade de carro, além do que anda a pé.

Além de verificar a qualidade dos materiais utilizados, ela mede com cuidado o que é feito, tudo deve obedecer a norma válida para todo o país. Também fotografa e filma o que foi executado. Quando necessário, Alzira orienta as empresas, solicita as alterações para que tudo tenha o padrão exigido pelo Código de Trânsito Brasileiro.

Quero o melhor para Curitiba

Ela lembra ainda que quando realiza seu trabalho, pensa também como moradora de Curitiba.

“Trabalho com trânsito, mas eu sou uma cidadã, quero o melhor para a minha cidade. Eu cuido do lugar onde nasci. Afinal, o dinheiro investido na sinalização é de todos nós”, declara Alzira.

Ela gosta do que faz. “Tenho prazer de fazer o que faço, tanto quando verifico a sinalização implantada ou quando oriento algum cidadão.”

Como profissional da área, ela é uma defensora dos binários. “Eles trazem segurança. Sabemos que no começo é difícil, mas depois, os usuários percebem o lado bom”, avalia ela, que supervisionou, na semana passada, a implantação da sinalização do binário formado pela Avenida Nossa Senhora Aparecida e Rua José Naves da Cunha, no Seminário.

Mesmo quando está de folga, Alzira está sempre de olho na sinalização. Quando está na rua e vê algo para melhorar, ela fotografa e já avisa a chefia.

Além do gosto pelo trabalho, Alzira adora cuidar da casa e o contato com a natureza, seja fazendo trilha, com seus animais (acabaram de nascer 13 filhotes de pitbull) ou cuidando do seu pomar. Neste ano, decidiu plantar duas árvores na data do aniversário dela, 23 de setembro, quando também é comemorado o Dia do Agente de Trânsito. Uma é de jabuticaba e a outra de amora.

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