Programa inclusivo de trânsito é elogiado

Ações do programa Trânsito para Todos abordam pedestres, ciclistas e motoristas e têm como objetivo o respeito e a empatia

  • Agentes orientam sobre inclusão de pessoas com deficiência visual no trânsito. Curitiba, 13/09/2019.
Foto: Levy Ferreira/SMCS
  • Agentes orientam sobre inclusão de pessoas com deficiência visual no trânsito. Curitiba, 13/09/2019.
Foto: Levy Ferreira/SMCS
  • Agentes orientam sobre inclusão de pessoas com deficiência visual no trânsito. Curitiba, 13/09/2019.
Foto: Levy Ferreira/SMCS
  • Equipes da Escola Pública de Trânsito (EPTran) fazem orientação para pedestres sobre como auxiliar pessoas com deficiência na Boca Maldita. Curitiba, 24/09/2019.
Foto: Levy Ferreira/SMCS
  • Equipes da Escola Pública de Trânsito (EPTran) fazem orientação para pedestres sobre como auxiliar pessoas com deficiência na Boca Maldita. Curitiba, 24/09/2019.
Foto: Levy Ferreira/SMCS
  • Equipes da Escola Pública de Trânsito (EPTran) fazem orientação para pedestres sobre como auxiliar pessoas com deficiência na Boca Maldita. Curitiba, 24/09/2019.
Foto: Levy Ferreira/SMCS
  • Equipes da Escola Pública de Trânsito (EPTran) fazem orientação para pedestres sobre como auxiliar pessoas com deficiência na Boca Maldita. Curitiba, 24/09/2019.
Foto: Levy Ferreira/SMCS
  • Equipes da Escola Pública de Trânsito (EPTran) fazem orientação para pedestres sobre como auxiliar pessoas com deficiência na Boca Maldita. Curitiba, 24/09/2019.
Foto: Levy Ferreira/SMCS

 

O programa Trânsito para Todos, lançado pela Prefeitura durante a Semana Nacional do Trânsito (SNT), tem recebido a aprovação de representantes de instituições ligadas às pessoas com deficiência. Com foco na empatia e na inclusão, a iniciativa pretende despertar o respeito com o outro no trânsito por meio de ações periódicas de sensibilização com pedestres, motoristas e ciclistas.

O presidente da Associação dos Deficientes Físicos do Paraná, Júnior Ongaro, destaca que as ações educativas são um princípio para a consciência do respeito ao próximo. Para ele, empatia é um ciclo de educação e respeito, resultando na inclusão social das pessoas com deficiência.

“As ações são importantes para que as pessoas entendam que a deficiência não é uma doença, e sim, uma limitação normal do dia a dia”, afirma ele.

Em parceria com instituições voltadas para esses públicos, como Instituto Paranaense de Cegos (IPC) e Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), agentes de trânsito foram capacitados para que possam ajudar de forma correta as pessoas com deficiência, além de apurar informações para o repasse mais eficaz das informações.

“A ação conjunta atende às necessidades dos deficientes e principalmente faz com que a pessoa abordada tenha respeito com os demais”, opina a professora de orientação e mobilidade do IPC, Lilian Merege. 

Opiniões

O reconhecimento vem também de cidadãos que foram abordados nas primeiras atividades educativas realizadas. É o caso do aposentado Antônio Nunes Soares, que é cego. Ele acredita que a campanha é positiva e que a pessoa com deficiência também pode participar, entender e compartilhar como funciona o dia a dia no trânsito.

“O trânsito é para todos e eu estou incluído. Este conhecimento serve também ao motorista, para lembrar que longe do volante ele também é pedestre e precisa respeitar”, diz Soares. 

A pedestre Rosilei Ortolan Dazzi também foi abordada por agentes de trânsito durante as ações. Para ela, o programa é pertinente, resultando no conhecimento que as pessoas precisam ter sobre a dificuldade do outro. 

Cinco vertentes

Coordenadas pela Escola Pública de Trânsito (EPTran), as atividades do Trânsito para Todos são divididas em cinco vertentes: para pessoas com deficiência física, pessoas com deficiência intelectual, cegos, surdos e pessoas sem deficiência.

Uma das ações pioneiras para preparação dos profissionais começou no mês de agosto, na Escola Luan Mueller. Por lá, os agentes trocaram experiências com alunos que são deficientes intelectuais.

“Nós procuramos abordar um conteúdo sobre o trânsito semelhante ao que levamos nas escolas com alunos sem deficiência, mas desta vez focado na realidade das pessoas com deficiência intelectual”, conta o diretor da EPTran, Claudionor Agibert.

Na abertura da SNT em Curitiba, três alunos da Luan Mueller compareceram acompanhados da pedagoga Cletemistra Melisinas da Rocha.

Segundo ela, o trabalho é muito gratificante. Cletemistra conta que após as orientações de trânsito e a interação com a EPTran na escola, os próprios alunos pediram para ir à abertura.

“Eles interagiram com nossos alunos de uma maneira lúdica de modo que eles realmente aprenderam, tanto que no dia do evento um deles olhou para uma das agentes que fez a atividade e disse ‘Olha, eu estou usando cinto de segurança’”, comenta a pedagoga.

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