Trechos de ruas com alto índice de acidentes ganham radares

Radares ficarão na Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes com a Rua Arnaldo Francisco Scremin, no Atuba, e na esquina da Ubaldino do Amaral e Amintas...

  • Radar nos cruzamentos das ruas Ulbaldino do Amaral e Amintas de Barros. Curitiba, 05/11/2021. Foto: Lucilia Guimarães/SMCS
  • Radar nos cruzamentos das ruas Ulbaldino do Amaral e Amintas de Barros. Curitiba, 05/11/2021. Foto: Lucilia Guimarães/SMCS
  • Radar nos cruzamentos das ruas Ulbaldino do Amaral e Amintas de Barros. Curitiba, 05/11/2021. Foto: Lucilia Guimarães/SMCS
  • Radar no cruzamento da ruas Av. Marechal Mascarenhas com a Arnaldo Francisc Scremin. Curitiba, 05/11/2021. Foto: Lucilia Guimarães/SMCS
  • Radar no cruzamento da ruas Av. Marechal Mascarenhas com a Arnaldo Francisc Scremin. Curitiba, 05/11/2021. Foto: Lucilia Guimarães/SMCS
  • Radar no cruzamento da ruas Av. Marechal Mascarenhas com a Arnaldo Francisc Scremin. Curitiba, 05/11/2021. Foto: Lucilia Guimarães/SMCS
  • Radar no cruzamento da ruas Av. Marechal Mascarenhas com a Arnaldo Francisc Scremin. Curitiba, 05/11/2021. Foto: Lucilia Guimarães/SMCS
  • Radar no cruzamento da ruas Av. Marechal Mascarenhas com a Arnaldo Francisc Scremin. Curitiba, 05/11/2021. Foto: Lucilia Guimarães/SMCS
  • Radar no cruzamento da ruas Av. Marechal Mascarenhas com a Arnaldo Francisc Scremin. Curitiba, 05/11/2021. Foto: Lucilia Guimarães/SMCS
  • Radar no cruzamento da ruas Av. Marechal Mascarenhas com a Arnaldo Francisc Scremin. Curitiba, 05/11/2021. Foto: Lucilia Guimarães/SMCS

 

Na próxima semana, dois novos pontos da cidade passam a ter fiscalização eletrônica de trânsito. Os radares ficarão na Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes com a Rua Arnaldo Francisco Scremin, no Atuba, e na esquina da Ubaldino do Amaral e Amintas de Barros, no Alto da XV.

Em ambos, o alto índice de acidentes foi fator decisivo para a implantação dos equipamentos, precedida pela redução de velocidade em grande parte das vias urbanas da capital.

Os limites de velocidade não são aleatórios, mas sim fruto de estudos técnicos desenvolvidos pelas equipes da Superintendência de Trânsito (Setran), com base em dados de engenharia, movimentação de pessoas pelos mais diferentes modais e comportamentos adotados no trânsito, bem como a classificação das vias definida pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Além da velocidade, a fiscalização eletrônica tem o objetivo de reprimir outros comportamentos imprudentes e que comprometem a segurança viária para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. 

No Atuba

Cruzamento que acumulou 30 acidentes de trânsito no período de cinco anos, o ponto de intersecção entre a Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes com a Rua Arnaldo Francisco Scremin terá radar que começa a fiscalizar na próxima segunda-feira (8/11). 

Serão fiscalizados os veículos que passarem pelas duas vias, com diferentes velocidades máximas permitidas. Pela Mascarenhas de Moraes, o limite é de 60 km/h. Já pela Arnaldo Francisco Scremin, 50 km/h.

Segundo a Setran, velocidade excessiva é uma infração recorrente na Mascarenhas de Moraes, que está recebendo reforço na sinalização de regulamentação de velocidade.

“A Rua Mascarenhas de Moraes possui velocidade máxima de regulamentação em 60 km/h por ser a continuação entre o eixo Trinário Norte até os acessos da cidade para a Estrada da Ribeira e Rodovia Régis Bittencourt (BR-116)”, explica a superintendente de Trânsito, Rosangela Battistella.

Por sua vez, a Rua Arnaldo Francisco Scremin faz parte do eixo de ligação e escoamento de tráfego entre os bairros Atuba e Bairro Alto, o que a caracteriza como via de 50 km/h. 

Neste cruzamento, os equipamentos de fiscalização também estão programados para registrar as seguintes infrações de trânsito: avanço do sinal vermelho, parada sobre a faixa de pedestres, conversão obrigatória, conversão proibida e retorno proibido.

Além do grande número de acidentes, fator decisivo à implantação do radar neste cruzamento foi o alto fluxo veicular e de pedestres, levando em conta um futuro shopping nas proximidades. “Há ainda diversos condomínios residenciais, unidade do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen-PR) e escola de trânsito do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER) na região”, pontua Rosangela.

No Alto da XV

A partir da terça-feira (9/11) entram em operação os radares na esquina das ruas Ubaldino do Amaral e Amintas de Barros, trecho que concentrou 101 acidentes em cinco anos. No entorno estão localizados hospitais e unidades de ensino, incluindo a Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Neste cruzamento, os equipamentos vão fiscalizar limite de velocidade, avanço de sinal, parada sobre a faixa de pedestres e conversão obrigatória pela Rua Amintas de Barros. Este é um dos principais acessos de saída da Área Calma, além de escoamento do transporte coletivo da região central para os bairros. Já a Ubaldino do Amaral é a ligação entre os bairros Alto da Glória e Jardim Botânico.

“As duas ruas são importantes eixos com grande capacidade de tráfego e em sentidos únicos”, observa a superintendente da Setran.

Para reduzir acidentes e insegurança no trânsito, a Setran reforça que a prudência ao volante e o respeito aos limites de velocidade indicados nas rua são obrigações dos motoristas, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Radares sinalizados

Todos os pontos com fiscalização eletrônica em Curitiba estão devidamente sinalizados, com placas, semipórticos e legendas no pavimento (no mínimo 100 metros antes do radar). A lista completa com os pontos de fiscalização eletrônica em funcionamento pode ser consultada no site da Setran. O mapa será atualizado sempre que necessário, conforme o início de funcionamento dos radares.

Tendência mundial

Curitiba segue bons exemplos, como é o caso de Genebra (Suíça), onde o limite de 50 km/h foi instituído há mais de 20 anos. Em Campo Grande (MS), a intervenção foi feita em 2012. 

“Participamos ativamente de duas iniciativas internacionais, o Programa Vida no Trânsito (PVT), voltado à redução das mortes e lesões causadas pelo trânsito, e o Visão Zero, criado na Suécia”, destaca Rosangela.

O Visão Zero tem a premissa de que nenhuma morte no trânsito é aceitável e é necessário que a responsabilidade seja compartilhada entre usuários das vias, gestores e técnicos que executam os projetos de intervenção nas ruas. E isso inclui reduzir ao máximo a possibilidade de um comportamento de risco.

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